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A aceleração do tempo e a sua falta

ANSELMO BORGES

O tempo nunca ninguém o viu. Claro, não me refiro ao tempo meteorológico, mas àquele tempo que no faz envelhecer e morrer: um dia já cá não estaremos. O tempo tem que ver com a finitude: é o modo como o ser finito se vai fazendo.

Há múltiplas experiências do tempo. Ele há o tempo circular, cíclico - tudo vai e tudo volta -, e o tempo linear, histórico e ascendente.

Há o tempo entrecruzado: no presente, está vivo o passado - ele é o futuro do passado -, como está presente o futuro enquanto conjunto de projectos, de sonhos, esperanças e expectativas.

Claro, há o tempo dos calendários e medido pelos relógios, e há o tempo da duração interior, como reflectiu penetrantemente o filósofo Henri Bergson: há o tempo mecânico, quantitativo, e o tempo da consciência, qualitativo.

E lá está o tempo irrequieto e enervante de uma noite de insónia, que nunca mais passa, semelhante ao tempo pastoso de uma conferência inútil e insana, que nos precipita para o relógio vezes sem conta, perguntando quando é que aquilo acaba.

Ah!, mas também há o tempo sem tempo, o tempo de uma sinfonia, o tempo do amor, o tempo da criação: aquele tempo a que se referia, por exemplo, o filósofo Sören Kierkegaard, tempo de bênção, tocado pela eternidade.

Durante muito tempo, o tempo parecia estagnado, imóvel: o que é que mudava? Com a modernidade, o tempo acelerou.

Mais recentemente, por causa das novas tecnologias, que nos permitem desenvolver várias actividades ao mesmo tempo e estar em contacto com todo o mundo quase simultaneamente, tudo se passa vertiginosamente, deu-se a "aceleração do ritmo de vida", numa mudança não já apenas intergeracional, mas intrageracional: pense-se nos casamentos e divórcios e, no que se refere ao mundo do trabalho, nas mudanças de emprego e actividade: para um americano com estudos superiores, onze vezes.

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Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz sobre a mobilização dos jovens

Mobilizar os jovens para lutar contra a exclusão, a intolerância e o racismo na ação política

A Europa atravessa uma crise profunda que atinge a generalidade dos cidadãos e em particular os jovens. De facto, estão criadas as condições para um número crescente de jovens ver o futuro com apreensão e medo.

Não se vislumbram formas de obter meios que garantam uma vida digna, própria de uma sociedade que promove a justiça e a equidade.

Muitos sentirão que o tempo que gastaram na formação académica foi perdido porque não vão conseguir encontrar emprego para as suas habilitações.

O recurso à emigração revela-se para outros um caminho cheio de dificuldades. Por outro lado, muitos jovens entendem que Governantes e detentores do poder económico não levam a sério esta situação que afeta a juventude europeia e ameaça o seu futuro

Entre outras consequências, os jovens ficam vulneráveis às influências de grupos de extremistas políticos com a intenção de desestabilizar os fundamentos democráticos das nossas sociedades.

Neste quadro, é importante apelar aos Líderes Europeus que privilegiem o investimento nos jovens. É necessário garantir-lhes educação, formação, segurança e bem-estar.

Se isso não for feito, é natural que muitos jovens se envolvem em ações xenófobas e extremistas em quadro de exclusão social e intolerância, ao invés de lutarem por uma sociedade respeitadora dos direitos humanos.

O Papa Bento XVI na sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2012 – Educação dos Jovens para a Justiça e Paz - refere: «Nestes tempos sombrios a nossa esperança para o futuro está nos nossos jovens, cujo entusiasmo e idealismo pode oferecer uma nova esperança para o mundo».

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O Papa, o descanso, a família e os feriados

O Papa Bento XVI voltou a apelar, na audiência-geral desta quarta-feira, ao respeito do domingo como “dia de descanso”, pedindo atenção à necessidade do “equilíbrio entre duas questões estreitamente ligadas: a família e o trabalho”, noticiou a Ecclesia.

Na sua alocução, Bento XVI referiu mesmo que o trabalho “não deveria colocar obstáculos à família, mas, pelo contrário, sustentá-la e uni-la, ajudá-la à abrir-se à vida e a entrar em relação com a sociedade e com a Igreja”.

A intervenção do Papa não pode vir mais a propósito, nestes tempos de crise económica em toda a Europa e poucos dias depois de ter sido anunciado o acordo entre Portugal e a Santa Sé acerca da suspensão de dois feriados religiosos – o Corpo de Deus e o Dia de Todos os Santos – além dos dois civis (5 de Outubro e 1 de Dezembro) cuja suspensão (ou eliminação) o Governo também já decidira.

Nos últimos anos, e mais ainda nos últimos meses, tem-se instalado um discurso que pretende convencer-nos que as pessoas estão destinadas apenas a ser máquinas de produção.

Temos todos que produzir mais, que trabalhar mais, que fazer mais, dizem-nos. Mesmo se todas as estatísticas nos mostram que Portugal é já dos países da União Europeia (e mesmo da OCDE) com mais horas de trabalho por dia ou por semana, como se pode reler aqui.

O problema, portanto, não está em trabalhar mais (talvez esteja, sim, na deficiente organização do trabalho; ou na falta de cultura de muitos empresários; ou na pequena corrupção; ou na injusta remuneração e consequente incapacidade de mobilizar as pessoas para objectivos comuns; ou...).

Até porque, agora, ao trabalhar mais corresponde receber menos (pelo menos para quem já recebe menos, como se soube segunda-feira, a propósito das 20 maiores empresas cotadas na Bolsa de Lisboa; ao contrário, quem já recebia mais, mais ficou a ganhar).

A questão dos feriados não é, por isso, uma questão menor.

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COM OS OLHOS DO CORAÇÃO ILUMINADOS

António Couto

1. Marcos 16,15-20: última página do Evangelho de Marcos, que hoje, Solenidade da Ascensão do Senhor, é solenemente proclamada para nós.

Fecha o Evangelho, condensa-o e encerra-o numa grande inclusão literária e teológica através dos termos «anunciar» (kêrýssô), «acreditar» (pisteúô) e «Evangelho» (euaggélion), usados a abrir (Marcos 1,14-15) e a fechar o Evangelho (Marcos 16,15-16).

Recriminando a incredulidade (apistía) e a dureza de coração (sklêrokardía) dos Onze e a nossa (Marcos 16,14), esta sublime página do Evangelho abre-nos a todos novos e insuspeitados horizontes.

 2. Três temas enchem a página, o pátio, o átrio sempre entreaberto:

a autoridade soberana e nova de Jesus, assente, não na distância, mas na proximidade e familiaridade (1);

a missão universal confiada à Igreja (2);

a Presença nova e permanente do Ressuscitado na comunidade fiel (3).

A soberania nova, próxima e familiar, fica registada no facto de toda a operação ser realizada no «nome de Jesus» (Marcos 16,17) e mediante envio seu (Marcos 16,15) e com a sua Presença cooperante (Marcos 16,20).

A missão universal é retratada com tinta excepcional em Marcos, ao usar as expressões «indo por todo o mundo» (Marcos 16,15), «anunciai o Evangelho a toda a criação» (Marcos 16,15), e «tendo saído, anunciaram por toda a parte» (Marcos 16,20).

Diante de nós fica desenhada a missão sem fim, de que deve beneficiar a inteira criação.

Mundo novo que se abre à nossa frente, reclamando aqui também o início da inteira Escritura, com o ser humano a receber de Deus o mandato de dominar a inteira criação (Génesis 1,26 e 28).

E aquele «Indo» redondo (Marcos 16,15) é um claro mandato a não ficar aqui ou ali à espera.

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JESUS COOPERA COM OS SEUS ENVIADOS

Georgino Rocha

A ascensão do Senhor marca o início de uma nova fase na realização da missão. Jesus passa a estar presente de outra forma.

Uma série de expressões pretendem “dar rosto” a esta realidade.

A nuvem – sinal de Deus – indicia o mundo novo em que o crucificado/ressuscitado “entra” definitivamente, a intimidade do Pai de que sempre participa, a proximidade invisível, mas interventiva, junto dos discípulos.

A nuvem – sinal do homem que ergue o olhar e quer ver o céu – manifesta uma aspiração fundamental que se vive e manifesta no tempo, atesta a tendência humana de cultivar o gosto do que se aprecia, suscita interrogações profundas que exigem respostas adequadas.

Outras expressões são o mandato missionário, as maravilhas que podem realizar os que acreditam, o sentar-se de Jesus à direita do Pai, evidenciado o reconhecimento da excelência do seu novo estatuto, a prontidão dos discípulos em assumirem o encargo apostólico, a garantia dada por Jesus de cooperação incondicional.

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O milagre do silêncio

P. Vítor Gonçalves

Há silêncios que dão vida. E alguns que são sinal de morte.

Para falar com alegria dos primeiros é preciso denunciar os segundos: o silêncio da indiferença e do descompromisso diante do mal, da violência familiar e da injustiça, do medo e da exploração que é sempre uma desumanidade.

Que nunca se faça silêncio perante o mal a acontecer.

Mas o silêncio lembra-me o germinar das sementes, a vida que dá corpo às palavras, a explosão luminosa do pensar, a abertura ao mistério, o encanto da comunhão de corpos e de almas.

O silêncio é como uma casa aberta ou um abraço disponível, é a tela branca onde o pincel da vida espalha cores ou a noite que se enche de estrelas.

"Dia com silêncio" foi uma iniciativa da Escola Básica do Estoril a 17 de Abril passado.

Para a professora Rita Desterro esta iniciativa pretendia ser «um dia inteiro de atenção plena, quase um dia de descanso».

Também as crianças sentem necessidade de parar e relaxar pois até «nas escolas fala-se cada vez mais alto, são espaços onde há muito barulho e onde quase não existem momentos de paz."

Não teremos todos necessidade de reaprender que o silêncio é tão importante para o ser humano?

Que "encher" todos os momentos de música, de televisões constantemente ligadas, de auscultadores nos ouvidos impede-nos de ouvir os outros e até nós próprios?

"Silêncio e Palavra: caminho de evangelização" é o tema do Dia das Comunicações Sociais que hoje se celebra.

O Papa Bento XVI diz: "É no silêncio, por exemplo, que se identificam os momentos mais autênticos da comunicação entre aqueles que se amam: o gesto, a expressão do rosto, o corpo enquanto sinais que manifestam a pessoa.

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Celebrações

 

Sábados:

20h00-Igreja Matriz

21h30-S. Martinho

 

Domingos:


09h00-Agadão

10h15-Belazaima

11h30-Aguada de Cima

 

Quinta-feira:

20h30-Igreja Matriz

Horário de Cartório

Terça-Feira:

15h00-19h00

De Quarta-Feira a Sexta Feira:

10h00-12h00; 15h00-19h00

Primeiro Sábado de cada mês:

09h30-11h00

CAE
O Centro de Atendimento Espiritual está encerrado. Em caso de necessidade procure um sacerdote do Arciprestado.
Note Bem
Datas importantes para a Comunidade
 
 
21 de Maio - Reunião do Secretariado do MCC, no Seminário de Aveiro
 
22 de Maio - Reunião de preparação de Baptismos, no Centro Paroquial.
 
23 de Maio - Reunião de elementos da Pastoral da Caridade para preparar a Festa-Convívio dos Idosos e Doentes de 9 de Junho.
 
25 de Maio - Reunião de pais e Adolecentes do 7º ano de Catequese, no Centro Paroquial
                   - Reunião de pais do 4º ano de Catequese, no Centro Paroquial.
                   - Reunião do NJC, no Centro Paroquial.
 
26 de Maio - Peregrinação de São martinho a Fátima.
                   - Festa da Palavra, com as crianças do 4º ano de Catequese.
 
27 de Maio - Festa do Espírito Santo,na Igreja e na Forcada
                  - Festa em Honra de Santa Rita
 
Inscrições de Adultos para o Sacramento da Crisma
 
Recolha de rolhas plásticas
 
Inscrições para a Peregrinação a Mérida e Ávila de 23 a 26 de Julho, no Centro Paroquial. Pode fazer o download do programa clicando aqui. Pode também fazer o download da ficha de inscrição clicando aqui  
 
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Liturgia
  • DOMINGO VII DA PÁSCOA
    ASCENSÃO DO SENHOR ? SOLENIDADE Branco ? Ofício da solenidade. Te Deum. + Missa própria, Glória, Credo, pf. da Ascensão. L 1 Act 1, 1-11; Sal 46, 2-3. 6-7. 8-9 L 2 Ef 1, 17-23 ou...
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