Bem Vindo ao site da Paróquia Santa Eulália de Aguada de Cima.

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Serão todas as religiões verdadeiras?

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

O seu modo de argumentar parecia ter uma certa lógica. «Eu sou daqueles que pensam que todas as religiões são verdadeiras.
 
Pondo de parte algumas degenerações fanáticas, todas levam o homem a fazer o bem, promovem sentimentos positivos e satisfazem a necessidade de transcendência que temos dentro de nós.
 
No fundo, acaba por ser a mesma coisa escolher uma religião ou outra. Viva a liberdade! Quem sou eu para impor a minha religião aos outros?

«Que cada um escolha a sua própria religião. Que cada um escolha aquela que melhor se adapta ao seu modo de ser. Esta é a minha opinião e não acredito que esteja errada.
 
Sobretudo, acho que é a única que pode ser considerada verdadeiramente tolerante. Quem acredita que a sua religião é a verdadeira acaba por ser um bocado fanático. E com pessoas fanáticas não é possível dialogar».

É verdade que todas as religiões, se o são de verdade, possuem algo de positivo. No entanto, isso não é a mesma coisa que afirmar que todas as religiões são verdadeiras.
 
Não é sério dizer que podem ser verdadeiras ao mesmo tempo religiões que afirmam coisas diferentes e contraditórias. Assim como não é sério dizer que dois mais dois são aquilo que mais estiver de acordo com os sentimentos de cada um.
 
A resposta é só uma. Não somos nós que a inventamos. A nós compete-nos somente descobri-la.

Se só existe um Deus, não pode haver mais do que uma verdade sobre Ele. E a descoberta do caminho para chegar a Deus é a mais importante da nossa vida.
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O ecumenismo e Assis

ANSELMO BORGES

Não creio que haja guerras exclusivamente religiosas, já que estão sempre presentes outros interesses: económicos, políticos, geoestratégicos, instinto de sobrevivência e expansão.

De qualquer forma, é uma vergonha que em nome de Deus se tenha derramado e continue a derramar tanto sangue, a exercer tanta violência e a espalhar tanto sofrimento. Esta é a verdadeira blasfémia.

Esta vergonha vem à consciência concretamente nestes dias (18-25 de Janeiro) dedicados ao diálogo ecuménico entre as diferentes Igrejas e confissões cristãs, na chamada Semana da Unidade dos Cristãos.

O ecumenismo - a palavra vem do grego oikuméne, com o significado de Terra habitada: o Homem é, por natureza, ecuménico, universal -, enquanto movimento para alcançar a união dos cristãos, teve início no princípio do século XIX, mas, oficialmente, inaugurou-se com a Assembleia de Edimburgo em 1910.

No entanto, só em 1948 se realizou em Amesterdão a primeira Assembleia Geral do Conselho Ecuménico das Igrejas, e a Igreja Católica só fez a sua conversão ecuménica profunda no Concílio Vaticano II (1962--1965), cujo cinquentenário se celebra este ano.

Há hoje um arrefecimento no movimento ecuménico. As razões são múltiplas, mas talvez uma das mais pertinentes esteja no facto de já se não ver motivo para que os cristãos continuem a considerar-se "irmãos separados". Não estão eles unidos no fundamental?

O fundamental, como diz São João, é acreditar em Deus, que é Amor, e no seu enviado Jesus Cristo, que deu testemunho desse Amor até à morte. Unidos no essencial, por que não se reconhecem mutuamente?

Logo no início, houve, entre os cristãos, conflitos de interpretações, dizendo os Actos dos Apóstolos que chegaram a "altercações violentas".

Reuniu-se então uma assembleia, e é interessante que a facção mais "conservadora" confiou na ala mais "liberal", impondo uma só condição: "Que não se esquecessem dos pobres."

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RESPOSTA IMEDIATA AO CONVITE FEITO

Georgino Rocha

É impressionante a prontidão dos convidados. A sua resposta fica como referência exemplar da atitude de quem é chamado.

 

A sua disponibilidade indicia uma liberdade interior capaz das maiores ousadias. A sua confiança tem apenas como alicerce a força persuasora de quem lhes faz o convite. E deixando tudo, imediatamente O seguiram!

 

Jesus vive uma “hora” complexa. A prisão de João Baptista não augura nada de bom. Risco semelhante pode correr em qualquer momento.

 

É tempo de pensar no futuro e começar a preparar as suas bases, desde já. Caminha à beira-mar e vai sonhando.

 

Olha a grandeza e o encanto do ambiente que o rodeia: o azul sereno do céu espelhado nas águas, a brisa marítima suave que lhe afaga o rosto e faz agitar os cabelos, o ruído que vem da faina da pesca de uns homens que diligentemente lançam as redes.

 

Vê nesta ocorrência a possível solução e a desejada oportunidade: Iniciar “a pesca de homens” a quem, mais tarde, entregaria a sua missão.

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Quando a pessoa é degradada a objecto de troca ou de aluguer

P. José Jacinto Ferreira de Farias, scj

Vivemos tempos complexos e hoje especialmente marcados pela crise, que diz respeito directamente aos aspectos mais materiais da nossa vida pessoal e colectiva, as questões da economia, dos mercados, da especulação financeira.

Ainda recentemente uma professora universitária brasileira que conheci num Congresso na Roménia em Outubro passado sobre o matrimónio nas grandes religiões monoteístas, e que estava de visita a Portugal, me dizia que os seus familiares que aqui residem vivem muito atribulados e sem esperança, por causa das grandes dificuldades que estão a passar.

Muitos brasileiros estão a regressar ao Brasil, considerando que afinal a esperança que tinham depositado nas possibilidades que poderiam encontrar em Portugal foram goradas e por isso tiveram de regressar, agora que a economia brasileira se encontra em pleno florescimento.

Sentimos todos que a crise é global, e as agências de notação financeira como que se divertem neste jogo de altos e de baixos, de classificações, determinando o lugar que cada país está a ocupar, sendo que no nosso caso já estamos quase no lixo.

No caso das agências de notação financeira foi-me dito que elas são financiadas pelos próprios países que analisam e classificam.

Não percebo muito destas coisas, devo dizer.

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Quem olha para dentro, desespera

A senhora Angelina é de uma das minhas novas paroquianas.

Tem ares de quem ficou presa ao passado, na saudade da sua infância e juventude, na força dos seus sonhos.

E agora debruça-se sobre ela própria, sobre a doença que não a deixa andar e é sua.

Usa muletas.

No entanto o que a impede mais de andar não é a doença, mas a forma como olha para dentro, como se debruça sobre a dor que é sua.

Tem uma filha que se fecha em casa com a mãe.

É jovem, enquanto a idade o comprova. Já não estuda.

Quando se aperalta, dá ares enormes de beleza.

Ela não dá conta, porque não tem nem emprego nem namorado.

E fecha-se em casa. Fecha-se em si mesmo.

A mãe falava da filha, e aproveitava para se queixar da vida da mãe da sua filha.

Que uma não encontra motivo para sorrir e a outra não sabe sorrir.

Padre, não tenho muito tempo, porque não a quero deixar muito tempo sozinha em casa.

Diga-me alguma coisinha que me ajude a pobre rapariga.

E assim, na pressa, me lembrei de uma frase que em tempos li.

Quem olha para fora, sonha.

Quem olha para dentro, desespera.

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Comentário ao III Domingo do Tempo Comum

O Reino de Deus

O Reino de Deus, na Bíblia, designa um governo ou domínio em que tem Deus por soberano ou governante. É sinónimo de teocracia.

Segundo o Gênesis, os primeiros humanos rebelaram-se deliberadamente contra a soberania de Deus. O Reino Milenar de Cristo é subsidiário do Reino de Deus.

Entre os teólogos existe conceitos divergentes quanto ao que é concretamente o Reino de Deus, que podemos sintetizar em três pontos: 1. um governo real estabelecido no Céu; 2. uma condição mental existente nos verdadeiros cristãos; 3. a Igreja Cristã.

Segundo uma outra interpretação teológica, o Reino de Deus é o Projecto Criador de Deus a realizar neste Mundo e que consiste na plena rea-lização da Criação de Deus, finalmente liberta de toda a imperfeição e compenetrada por Ele.

É interpretado também como o estado terminal e final da salvação, onde os homens irão transcender-se e viver eternamente com Deus. Lá, a lei do amor incondicional a Deus e ao próximo é finalmente instaurada definitivamente.

Não haverá mais tempo, mais sofrimento, mais conflitos, mais ódio, e o céu e a terra unem-se finalmente.

Embora Deus seja Todo-Poderoso, Ele quer que nós, humanos, dotados de inteligência e razão, participemos de um modo recíproco, livre e voluntário no Projecto Criador de Deus, o maior de todos os projectos que o mundo jamais viu, englobando todos os tempos, todos os povos e todos os seres do Universo.

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Celebrações

 

Sábados:

19h00-Igreja Matriz

20h30-S. Martinho

 

Domingos:


09h00-Agadão

10h15-Belazaima

11h30-Aguada de Cima

 

Quinta-feira:

19h30-Igreja Matriz

Horário de Cartório

Terça-Feira:

15h00-19h00

De Quarta-Feira a Sexta Feira:

10h00-12h00; 15h00-19h00

Primeiro Sábado de cada mês:

09h30-11h00

CAE
O Centro de Atendimento Espiritual está encerrado. Em caso de necessidade procure um sacerdote do Arciprestado.
Note Bem
Datas importantes para a Comunidade
 
23 de Janeiro - Reunião da Escola do MCC, na Casa Diocesana
 
25 de Janeiro - Ultreia Diocesana de Cursilhistas, no Seminário de Aveiro
 
29 de Janeiro -Celebração da Confirmação, na Eucaristia Dominical
 
Durante a semana:
             - Retiro dos sacerdotes de Aveiro, na Casa Diocesana
             - Peregrinação dos sacerdotes ordenados em 1987 à Terra Santa
 
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Liturgia
  • SÁBADO da semana III
    S. Tomás de Aquino, presbítero e doutor da Igreja ? MO Branco ? Ofício da memória. Missa da memória. L 1 2 Sam 12, 1-7a. 10-17; Sal 50, 12-13. 14-15. 16-17 Ev Mc 4, 35-41 * Na Diocese...
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