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III Domingo do Tempo Pascal Imprimir e-mail

Jesus «advogado»

Jesus ressuscitou verdadeiramente. Para todos nós cristãos é isso que importa. Porque esta é uma realidade que nos convida para a transcendência, a eternidade da vida.

Obviamente, que não se trata de um acontecimento histórico, está para além da história, por isso, é mistério que nos abre ao mistério da vida e com isso encontramos razões para que a fé ou a dimensão do acreditar faça da nossa passagem neste mundo,

não apenas alguns momentos limitados no tempo e num lugar, mas certeza de que a vida está além da história e que a nossa história não acaba com a morte.

Podemos ainda salientar que os elementos históricos sobre a ressurreição de Jesus estão apenas e só nas pessoas que fizeram essa experiência e a relatam nos textos bíblicos.
 
Tendo em conta isso, cada um de nós é convidado hoje a tentar descobrir como pode fazer na sua vida concreta a experiência do encontro com Jesus vivo e como pode com isso receber e oferecer a salvação de Deus a todos os que encontra no seu caminho quotidiano.

O calor da presença de Jesus ressuscitado é uma realidade testemunhada pelos discípulos de Emaús, que nos reconforta também e que nos faz sentir que essa presença é muito importante para enfrentar todas as caminhadas da vida deste mundo.

O calor da Ressurreição faz arder o coração de alegria, porque não se sente desamparado nem à margem do amor de Deus. Deus aí está e diz-nos: «Tocai-Me e vede…».

Perante esta constante paixão amorosa de Deus por nós, não pode haver medos nem desconhecimentos, que possam eventualmente travar o acolhimento desta proposta que nos torna grandes diante do amor compassivo de Deus-Pai-Mãe, revelado por Jesus Cristo.

Na Eucaristia, Jesus senta-se à mesa, pega no pão, parte o pão e entrega o pão para todos como sinal do Seu Corpo glorioso.

Não podemos temer esta entrega e esta disponibilidade para o banquete, porque aí descobrimos Cristo totalmente entregue à causa de salvação designada por Deus-Pai-Mãe, que nos defende e nos protege com o Seu amor infinito e incondicional.

Somos hoje, também chamados pelo nosso nome a tomar parte nesta festa de amor e de vida. Os tormentos dos caminhos da vida nada são diante desta maravilha que Jesus nos oferece.

Como venceríamos o desgosto das caminhadas sem sucesso que muitas vezes encetamos pela vida fora? - Só com a força de Jesus que é alimento eucarístico entregue sobre o que somos e temos.

E só nessa entrega podemos encontrar sentido para os altos e baixos deste mundo, porque a contar unicamente com a prestação das coisas desta vida, as expectativas saem profundamente goradas.         

A comunidade que se reúne à volta do altar da Eucaristia, descobre-se a si mesma como corpo vivo de Cristo presente na história e descobre também a mediação do Espírito Santo como razão de ser da convocação que Cristo faz todas as vezes que a possibilidade do encontro se manifesta.

Dentro da comunidade cada um descobre a sua vocação ou a sua capacidade de doação aos outros. A comum união fraterna que Cristo deseja e para a qual nos chama em todos os momentos, só é possível mediante a disponibilidade do coração para o acolhimento da fé. Não há outra forma de descobrir Cristo vivo nem há outra forma de salvação.

Ninguém se salva sozinho. Só na comunidade à volta da mesa do pão e do vinho se pode encontrar a possibilidade da redenção, porque Cristo ressuscitado manifesta-se de forma plena na comunidade reunida.

Que todos sejam capazes de abrir a sua existência à Palavra do Amor que Cristo nos dirige. Não se encontra o verdadeiro sentido da vida fora de Jesus ressuscitado.

E a verdadeira vida só é possível quando todos os homens e mulheres, como irmãos, se juntarem à volta da mesa do banquete que Cristo nos prepara. O comensal do amor de Deus para todos sem excepção. Vinde à mesa da festa da vida.

Fonte: O Banquete da Palavra

 
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