Ministério das Zeladoras da Igreja Imprimir e-mail

                O Ministério das Zeladoras é muito antigo. Na própria Bíblia, já lemos sobre pessoas dedicadas às coisas que dizem respeito à Casa de Deus. Por isso, há pessoas que dedicam do seu tempo, os seus dons e a sua vida ao cuidado da Igreja. Qualquer pessoa pode participar e colaborar neste Ministério. Basta ter um pouco de tempo e boa vontade para servir.

                Servir ao Senhor na Igreja preparando tudo para o culto paroquial, seja aos Domingos ou ainda em outra ocasião especial, é uma atitude de consagração e reverência. Este serviço deve ser realizado com muita dedicação e atenção, mas também com alegria e amor. Preparar adequadamente o ambiente para a Adoração ao Deus da Vida deve ser um serviço que nos aproxima do Senhor e da Comunidade Cristã.

                Para pertencer ao Grupo de Zeladoras não é preciso nenhum curso de decoração ou conhecimento de arte ou floricultura. É claro que se alguém possui esse conhecimento tanto melhor para o grupo. Compromisso e dedicação são os requisitos fundamentais para servir neste Ministério. É preciso ser responsável, pontual e observar atentamente a escala de serviço.

                Duas das coisas mais importantes no serviço são a limpeza e a organização, antes e depois do culto paroquial. Para que um trabalho de equipa possa funcionar bem, é necessária a colaboração e a solidariedade de todas as pessoas.

                Para que as celebrações litúrgicas adquiram um tom festivo, como deve ser seu timbre, há elementos a ter, obrigatoriamente, em conta. Um deles é o cuidado estético do espaço, preocupação que inclui, entre outros, os arranjos de flores dos diversos lugares da igreja que devem ser adornados. É um trabalho ao qual nem sempre se dá o devido valor e apreço, pois só se vê o efeito, o trabalho final; contudo, deveria ser cada mais valorizado, devido à sua importância fundamental.

                Os arranjos florais não devem ser, em si mesmos, o pólo atractivo, nem despertar excessiva atenção, pois estão em função e a realçar outros elementos mais importantes. Isto é, ao olhar um belo arranjo floral do ambão, o que se quer destacar é a importância e beleza da Palavra de Deus que se proclama no ambão e não das flores; o mesmo do altar, do sacrário, de uma imagem, etc. Os arranjos colocam-se para despertar a atenção de outras coisas mais importantes.

                Os arranjos florais têm, portanto, uma função indicativa, orientadora, isto é, a sua função é apontar para outras elementos. Por isso, o excesso de flores junto ao altar, ao ambão, ao sacrário, a uma imagem… pode prejudicar, se obscurece, se esconde o que se pretende destacar, se chama demasiado a atenção sobre si.

                Deverá ter-se em conta a harmonia do conjunto. Por isso, é importante que, quer sejam as mesmas pessoas a arranjar os diversos lugares, sejam distintas, haja um esforço por conseguir a unidade e o equilíbrio: nas cores, no tipo de flores, na quantidade.

                Usar sempre flores naturais. Para Deus, o belo é natural, nunca artificial.

                Nem todos os espaços da igreja têm que ser adornados. Por exemplo: os bancos, uma escadaria, uma janela… não têm que se alindar com flores, não são elementos prioritários no espaço litúrgico, mas de segunda importância.

                Evitar qualquer tipo de ostentação, tentação que pode ocorrer sobretudo em dias de festa, casamentos, etc. Na igreja, a beleza deve ser marcada sempre pela nobre simplicidade. Além disso, devem evitar-se gastos excessivos e supérfluos; a igreja deve manifestar a pobreza e simplicidade também neste aspecto.

                Quer no tempo de Advento, quer na Quaresma não se fazem arranjos na igreja, pois é um tempo penitencial em que tudo ajuda a preparar as grandes Celebrações da Encarnação e Redenção do Senhor. 

                Só Deus vê todo o esforço e compensará.

 

 
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