Ainda existe «desconhecimento e preconceitos» sobre os seminários

O secretário da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios considera que existe “algum desconhecimento” sobre o que é um seminário e que esta situação gera “preconceitos”.

Em plena Semana dos Seminários (12 a 19 deste mês), o padre José Alfredo Ferreira da Costa que é também reitor do Seminário Maior do Porto realça que é necessário dar a conhecer os seminários

porque algumas pessoas entendem estas casas de formação “numa linguagem do passado e pré-conciliar” e “não têm uma visão esclarecida” destas instituições, disse à Agência ECCLESIA.

A Semana dos Seminários serve para “dar a conhecer” estas casas, pedir aos cristãos “a oração pelos seminaristas” e colocar as pessoas “em sintonia com as necessidades materiais destas casas”.

Actualmente, é fundamental compreender os seminários como casas de “formação integral e de diálogo com a sociedade e com as estruturas de formação académicas”, sublinhou o secretário da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios.

Para além do cargo que ocupa na comissão episcopal, o padre José Alfredo é reitor do Seminário Maior do Porto e refere que na instituição a que preside procura ter uma “presença juntos das comunidades” e convida “com frequência os párocos” a visitarem a instituição.

Como aquela instituição do Porto tem um museu de arte sacra e arqueologia associado ao edifício, as visitas ao museu servem também para conhecerem a realidade “vivida no seminário, significa um conhecimento interior e profundo do espaço”, disse.

Apesar da parte académica ser feita na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, cada seminário “tem a formação complementar: a música, a dimensão psicossocial e artística”, completou o reitor do Seminário do Porto. 

“Muitos seminários ainda funcionam em edifícios antigos que pertencem à história da igreja, mas a mentalidade, a formação, o empenho e compromisso com o mundo está em sintonia com o que se vive hoje”, descreveu o padre José Alfredo.

Fonte: Ecclesia